segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1º tour cultural por Recife.

Como dito na postagem anterior, eu e meus amigos resolvemos passar nossas férias conhecendo nossa terrinha. Fomos nascidos e criados em Recife e, ainda assim, não conhecemos tudo que esta Terra Maravilhosa tem a nos oferecer.

Separei os Museus que existem na Cidade do Recife, mas acho que estava faltando muitos, aí entrei em um site em que me apontou alguns. Durante o primeiro passeio adquirimos algumas cartilhas com todos os Museus, disponibilizada pela Prefeitura.O primeiro roteiro foi cansativo, pois andamos muito - a inexperiência atrapalhou um pouco -, mas foi bem prazerosa a caminhada. 

Inicialmente marcamos o ponto de encontro no Shopping Boa Vista. Depois que a turma estava reunida, seguimos para o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, encontrado na Rua do Hospício, 130, Boa vista. A entrada custa R$ 2,00 e lá, apesar do nome, são encontradas peças, quadros e utilitários de diversas épocas do Recife. Assim, ele funciona como um museu da história do Recife. É, aliás, o primeiro Museu de Pernambuco, além de ser o 2º do Brasil.

 Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco.

Partimos para o Forte das Cinco Pontas, no Bairro de São José. Infelizmente a nossa parada foi curta, já que o  Forte se encontrava em reforma, mas pudemos visitar a área interna e escutar um pouco sobre o local através do nosso guia, o Thiago. Gostei muito dele, a gente tirou umas brincadeiras e ele levou tudo na boa. Para chegar ao local aconselho pegar um ônibus na Boa Vista, pois é uma longa caminhada. Contudo, caso queira ir andando, você pode adicionar mais duas paradas no roteiro. Não sei se o tempo vai ser o suficiente, mas a Casa da Cultura e a Estação do Recife são ótimos pontos de visitação, além de que na primeira indicação funciona um comércio cultural. 

Forte das Cinco Pontas.


Como as mulheres eram maioria, nós passamos pelo comércio local, onde podem ser encontradas qualquer coisa por um preço bastante em conta. Creio que isso tenha nos atrasado, mas todo passeio é válido. Passamos pelo Mercado de São José, Pelo Cais de Santa Rita, atravessamos a Ponte 12 de Setembro, ou antiga Ponte Giratória e fomos ao Shopping Paço Alfândega para fazer um Pit Stop e podermos seguir para a tão falada Sinagoga Kahal Zur Israel. Devo confessar que morro de medo de atravessar pontes, mas com os amigos tudo parece uma piada.

Ponte 12 de Setembro com visão de fundo do Cais de Santa Rita.


Em direção à Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, nós vimos muitos prédios antigos, com arquitetura espetacular. Chegando na dita cuja, ficamos empolgados e, pensando que o horário de visitação era até às 17:00h, acabamos ficando de fora. O horário é até às 16:30h. Apesar de Aline ter ficado super triste, nós conseguimos superar e ficamos de voltar outro dia (no segundo passeio). Nos dirigimos, então, à Torre Malakoff, que fica no final da rua, em frente à Praça do Arsenal. Mas não demos muita sorte. Ela também estava em reforma e só abrirá após o Carnaval. 

Rua do Bom Jesus.

Após nossa frustração, fomos ao Posto de Informações Turísticas do Recife, do outro lado da Praça do Arsenal, onde pegamos os panfletos que já citei anteriormente. Infelizmente, pelo horário, não tinha muito o que ver.  Fomos ao Pátio do Marco Zero e notamos que o Centro Cultural Santander, onde está sendo exposta a Mostra de Artes Visuais Contra-Uso, do artista Márcio Almeida, estava aberto. Não sei quanto ao restante do pessoal, mas eu gosto muito mais da arte moderna do que  a clássica. Fiquei deslumbrada com a percepção deste artista. Vale a pena visitar. Por fim, fomos ao Pátio e, de longe, vimos as esculturas de Brennand. Não atravessamos porque tivemos medo, mas para quem não tem, é bem interessante. No final, voltamos ao Shopping Boa Vista e lanchamos uma deliciosa Pizza. Afinal de contas, tudo no Brasil acaba em Pizza, né? 


Pátio do Marco Zero com visão de fundo, à esquerda,
do Centro Cultural Santander.


Pátio do Marco Zero com vista de fundo para
as esculturas de Brennand.


Espero que tenham apreciado. Vou disponibilizar o link do site em que achei algumas informações para que vocês possam fazer por si só seus roteiros. Eu faria outro, mas não me arrependo. Na próxima postagem irei descrever o 2º tour. Agora inspirem-se e façam seu tour.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Coisas gostosas da vida.

Como uma boa gordinha, sei que nem sempre as comidas mais gostosas são as mais caras. Como consumidora, sei quem nem sempre os objetos mais caros são os melhores. Como amiga, sei que nem sempre quantidade é questão de qualidade. Mas como um ser complexo, sei que às vezes estou errada. QUANTIDADE PODE SIM SER QUALIDADE. Em se tratando dos meus amigos, essa é a mais pura realidade. 


Nessas férias eu resolvi, por questões monetárias, fazer coisas simples. Aí veio a ideia de explorar o lado turístico-cultural da minha cidade, Recife. É de graça (alguns cobram uma taxa mínima), faz bem ao cérebro e nos diverte. Com os amigos então, o passeio vira um luxo!


Já fizemos 2 roteiros e em todos eles eu gastei, fora as passagens de ônibus e os lanches, menos de R$ 10,00. Andamos muito, na verdade exageradamente, mas conversando e olhando o comércio ficou divertido e prazeroso, nada de cansativo. Para quem se interessar, nas próximas postagens irei colocar nossos roteiros, assim como algumas fotos.


Tenho muito a agradecer a Deus, primeiro por nos dar coisas maravilhosas e de graça para contemplarmos, por minhas amizades e por Ele estar presente em todos os momentos da minha vida.


Eu e meus amigos no Marco Zero de Recife,
no Recife Antigo. O primeiro dia da aventura.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Construindo Sonhos

Você já teve aquela sensação de que deveria fazer alguma coisa, mas não sabe como fazer? E quando sabe e não tem a coragem suficiente? Mas, o pior é quando você faz e leva uma rasteira hiper, master, mega gigantesca e, então, você decide que não vai mais arriscar e vai levar uma vida pacata. Se torna um simples passageiro, esperando pelo seu ônibus passar... Aí você escuta alguém dizer "Querida, acorda!!! E se seu ônibus não passar nessa parada?". Ah, mas nem é tão fácil assim...

Essa semana eu me peguei desistindo do meu sonho. Um sonho que há cinco anos eu comecei a sonhar. Um sonho que é bastante plausível, mas não no momento, pelo visto, mas que é difícil de alcançar. Algo que dá medo. Uma coisa que requer muito de mim, mas que no momento não tenho muito para dar. Existem etapas para percorrer, tempo para esperar... E até eu chegar aonde quero, preciso ocupar esse tempo. É exatamente aqui que mora o perigo, ou melhor, o medo.

Eu sei que passar por lugares que não quero neste período é inevitável. Mas para fugir deles eu posso me boicotar. E é o que faço. Infelizmente engano a mim mesma. E assim o tenho feito por esse espaço de tempo, preenchendo com coisas inúteis. Mas, como Deus é grandioso, Ele conseguiu fazer com que eu enxergasse o que ninguém vê nas coisas mais insignificantes que possam existir. Tudo para que eu encontre minhas respostas. Porque Ele sabe o que tem no mais fundo do meu coração.

E então, numa bela tarde conversando com minha mãe eu entendi que a resposta estava mais perto do que eu poderia imaginar. Juntei todas as pistas que Ele me enviou. Entendi exatamente o que Ele quis dizer em Eclesiastes 3: 1-8. E então decidi que faria o que deve ser feito. 

Não, eu não escolhi deixar o meu sonho de lado. Apenas percebi que agora, AINDA, não é o tempo dele. Mas ainda assim estou com medo desse sonho não se tornar realidade... Contudo, eu vou desistir de ficar esperando o ônibus passar. Vou caminhando e conquistando o que tiver que ser meu no caminho. Se eu errar, pelo menos eu tentei. Ninguém vai poder dizer que eu não vivi. E, afinal de contas, o melhor nem sempre é o destino final, mas sim a viagem.

Por fim, gostaria de deixar uma passagem que me inspirou a escrever este texto. É de uma série que eu gosto muito e recomendo: ONE TREE HILL. 

"Não tenha medo de cometer erros. Ou de tropeçar e cair. Pois na maioria das vezes os melhores prêmios vêm quando se faz aquilo que você mais teme. Talvez você consiga mais do que jamais tenha imaginado. Quem sabe onde a vida te levará? A estrada é longa. E no fim... a jornada é o destino" (One Tree Hill - Coach Whitey)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Querer poder ser poder?


Fonte: deixadenerdice.com

Uma vez, lendo um livro*, encontrei uma frase que desde então conseguiu descrever boa parte dos motivos de eu ter tanto medo e era assim: “É mais fácil estar na eminência de ser do que de fato ser”. Talvez hoje eu possa usar esta mesma justificativa pelo que estou sentindo.

Estou frustrada comigo mesma. Insatisfeita com minhas reações, com minhas tentativas de ser quem de fato eu sou e apensas conseguir ser quem eu estou totalmente acostumada a ser. Estou indignada com o fato de poder ser, dizer, fazer e estar e simplesmente não conseguir pelo simples, porém complexo, medo de realmente me ver dentro do que criei.

Se eu pudesse escolher por onde começar (o mais engraçado é que eu posso escolher) seria admitindo que sim, eu quero. Eu quero tantas coisas que penso ser demais, e acabo negando. Pior é que para esquecer o que realmente almejo me pego as trocando por coisas insignificantes e que não me acrescentam nada. Gostaria de dizer que sim muitas vezes que eu digo não. Gostaria que eu não tivesse medo de dizer que sim. Gostaria que o meu sim não dependesse da aprovação dos outros.

Queria imensamente acreditar que por mais que tenhamos errado no passado, podemos consertar no presente. Mas o medo de cair no mesmo erro me induz cruelmente a cometer o mesmo erro. E o maior medo é de tentar agir diferentemente e errar, mesmo que de outra maneira.

Na verdade, hoje eu só queria admitir que eu preciso de uma única coisa, mas que me parece ser tão irreal que às vezes eu me questiono o quão eu sou merecedora de algo tão grandioso. E isso tudo só acontece porque é algo desconhecido para mim, porque pensar em ser é muito mais fácil do que ser realmente.


*A menina que roubava livros (Markos Zusak)


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A falta que nos move.

Domingo, 16 de outubro, ao assistir o culto na IASD Várzea, lembrei dos meus amigos da UFPE - CAA. Eu passei muito tempo do curso me questionando o que estava fazendo lá, tão longe, e me martirizando por não poder estudar no centro de Recife. Mas entendi, enfim, que tudo foi uma questão de escolha e de arcar com as consequências. Eu poderia ter me formado aqui, mas não o fiz quando apareceu a oportunidade. Já não parecia mais certo. Sabe por quê? Por causa das consequências.

Quando você está triste consigo mesmo, você se fecha para o mundo a ponto de não se permitir amar nem ser amado. E eu me fechei por muito tempo. Mas aos poucos as barreiras foram sendo quebradas; e eu escolhi derrubá-las. Dediquei-me a construir algo mais importante: um futuro. A partir de então os amigos foram aparecendo, e a solidão se transformou em amizade.

De baixo para cima: Amanda, Léo, Báh, Fabi e Clau. Com os
picolés, da esquerda para direita: Estevão, Eu, Báh, Léo e Clau.
O engraçado desse futuro é que foi totalmente imprevisível. Os que me conhecem há mais tempo devem lembrar como eu costumava ser festeira. Quando que eu iria imaginar que boa parte dos meus amigos seriam “crentes”? Pois foi assim: toda sexta eu chegava com uma novidade cabulosa da mais nova festinha e eles só faziam rir da minha cara! E eu sei que aos poucos fui conquistando cada um; porque cada vez que eles sorriam com as minhas aventuras eles me conquistavam. E a amizade colou.

E então me lembro de um dia em que estávamos conversando sobre mais uma loucura de uma colega de classe (não foi minha. Sério!). Não lembro ao certo o que foi, mas lembro de Estevão falando: “Você precisa é de Jesus Cristo. Isso é falta d’Ele, isso sim”. E, imediatamente, fiz uma brincadeira totalmente sem graça estilo “rapaz, eu preciso é de outra coisa que me faz falta”, se é que vocês me entendem. Isso nunca saiu da minha cabeça. Sabe aquelas coisas que você diz sem querer? Que saem como um ato involuntário? Essa foi uma delas. E eu, que sempre fui contra os “crentes”, estava me sentindo mal por isso.

Não tenho certeza, mas acho que esse fato foi no 6º período. Alguns períodos mais adiante recebi um convite dos meus amigos aqui de Recife juntamente com minha irmã para participar de um programa relacionado à Igreja. Resisti, mas eu fui - a curiosidade sempre me instigou a fazer coisas que eu duvido. E me surpreendi! Recebi o convite e entrei. Recebi estudo Bíblico e aceitei. Alguém deveria ter filmado a cara dos meus amigos quando disse que estava estudando a Bíblia!

Hoje eu oro por meus amigos que, assim como eu, necessitam de Cristo. Por aqueles que negam até o fim, mas que no fundo há uma sementinha esperando apenas para ser regada. Eu oro porque sei que esses meus amigos “crentes” oraram por mim em silêncio, sem fazer alarde. E que foi através dos pedidos deles que eu escutei aquela voz dizendo: “Filha, volta para casa!”. E tudo se tornou uma consequência. E que consequência boa essa, amar a Deus!

Eu nunca agradeci a eles por isso. Nunca nem falei sobre o incidente com Estevão. Mas eu sei que hoje estou onde estou porque eu senti o que verdadeiramente me faltava: Cristo. Fabi, Léo, Bárbara e Estevão. Obrigada! Ah, mas também não posso esquecer as amigas que estiveram sempre comigo nessa caminhada, como Tassiane e Claudiane, assim como não deixaria passar a minha parceira de todas as matérias (até as que não pagávamos juntas), Amanda Rafaela. Sinto falta de vocês; dos biscoitos maisena, dos picolés batom-garoto, dos joguinhos de palavra-cruzada....

sábado, 15 de outubro de 2011

DÁ LICENÇA, PORQUE EU ESTOU PASSANDO!

“Sim, eu sou gordinha! What is the problem????” Você já se pegou dizendo isso para alguém? Pois eu já fiz isso inúmera vezes. E hoje foi apenas mais uma delas. Mas dessa vez eu acho que foi diferente.
                
Sem citar nome, lugar e objeto, fui indagada se gostaria de conhecer uma linha de produtos de cosméticos. Como eu já conhecia, respondi com a maior simpatia que já havia provado alguns produtos da empresa e que sabia que eram bons, mas que eu não estava interessada. Contudo, a pessoa insistiu. Aí, sabe quando você tá no final do segundo tempo e não sabe como vai fazer para virar o jogo e a escolha mais fácil é cair em cima do ponto fraco de seu oponente? Fizeram isso comigo!

Sabe qual a pior coisa que se pode perguntar para uma gordinha???? VOCÊ QUER TOMAR ESSE REMÉDIO PARA EMAGRECER, QUER? Não, meu caro, eu não quero! E por mais que eu gostaria de ser um pouco menos gorda (totalmente diferente de magra), eu – e todas as gordinhas – iriam dizer não para uma pergunta dessa.

Pense por outro ponto de vista. Você chega para uma pessoa que é horrorosa, mas que ela se gosta tanto que tem até umas pessoas que a consideram bonitinha, e pergunta se ela quer uma plástica para ficar menos feia?! Você já viu algo assim? Ou melhor... Você chega para uma pessoa que não sabe falar direito e oferece um dicionário ou uma gramática para ela, assim do nada?! No mínimo é um sem noção!

Pois é... Todas essas coisas e todas as outras piores passarem na minha cabeça no momento em que me ofereceram esse bendito remédio para emagrecer... Mas eu me segurei e, como num passe de mágica, coloquei um sorriso na cara e disse: “NÃO PRECISO DISSO”. A pessoa ficou com um sorrisinho esnobe, me fitou e perguntou: “VOCÊ GOSTA DE SER GORDA”? Eu disse: “EU ME SINTO MUITO BEM EM SER GORDINHA. SOU UMA GORDINHA FELIZ”. E, com um ar de surpresa a mesma me disse: “POXA, PARABÉNS! GOSTEI DE VER!”.

Finalizando, ser gordinha não é sinônimo de infelicidade, nem de feiura. Do mesmo jeito que ser magricela não te garante o príncipe encantado no cavalo branco, nem ao menos que todos os seus dias serão ensolarados. Mas uma coisa é certa: ou você se gosta e define um posicionamento quanto a sua imagem, ou você estará fadada a enriquecer esses vendedores de remédios para emagrecer.

I'M A DIVA, BABY. (Autor desconhecido) 
Eu já defini a minha posição: SOU GORDINHA, NÃO POSSO (e não consigo) MUDAR ISSO. Mas faço o melhor que posso para viver bem comigo mesma em relação a isso. Não deixo ninguém dizer que sou menos por ser assim, nem também dizer que sou mais. Por isso, mundo, DÁ LICENÇA, PORQUE EU ESTOU PASSANDO!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

GORDICES NOSSAS DE CADA DIA.

Hoje aquele tédio bateu. Mas não é só porque ele bateu que eu vou deixá-lo entrar, certo? Então esperei pacientemente para que algo de interessante aparecesse. E adivinha onde eu achei? Como uma boa gordinha, na cozinha, lógico! Então, com um saquinho de bolinho de goma e um desejo incontrolável de comê-lo, direcionei o dito cujo à minha boca... Sensação estranha. Eca! Tem coisa pior do que uma expectativa frustrada? 

"Sardinha na cozinha" por Virgínia Otten.
Ok, mais uma vez me venceram. Mas como uma boa gordinha, não deixaria o meu paladar a desejar. Fui atrás de algo mais sofisticado. Contudo, só encontrei um cuscuz com charque-acebolada. Bom, era algo gostoso, mas não o que eu queria comer. Mas, juntamente com a família, sentei-me à mesa e tivemos nossa ceia.

Finalmente, após acalmar os meus nervos estomacais, pude pensar claramente com meu estômago e pude perceber que eu precisava de um doce de chocolate. Com a ajuda do meu cunhado preparei uma receita de mousse de chocolate. Sim, eu consegui matar meu desejo - minha necessidade “gordinhal” - mas não foi tão fácil.

Primeiramente não tinha maisena (amido de milho), depois não achei o creme de leite. Mas até aí tudo bem! Colocando farinha de trigo no lugar da maisena, achei que engrossaria o caldo – e engrossou. Já o creme de leite meu cunhado achou na geladeira – perfeito! Mas sabe quando você está prestes a fazer algo muito bom e tem sempre alguém querendo estar no seu lugar? É... A danada da barata! Subiu nas minhas costas e entrou no meu vestido. Eu não a deixaria lá, lógico, e imediatamente comecei a pular e tirar a roupa no meio da cozinha (não sem gritar um pouco)! Enfim, com a ajuda da minha irmã consegui me livrar da barata – de vez! – e terminar o tão sonhado mousse.

Feliz? Sim! Mas sabe o que mais eu fiquei? Orgulhosa! Porque com minhas “gordices” eu percebi que quando eu quero muito uma coisa eu devo ir atrás. Que eu não devo me contentar com algo que é bom, gostoso. Tenho que ter aquilo que eu realmente desejo, aí sim me contentarei. E que, ainda que seja difícil a caminhada até lá, sempre haverá alguém para te ajudar, mesmo que você ache que está nessa sozinha. E que às vezes é necessário ficar nua, peladinha com a mão no bolso, para encontrar aquilo que te puxa para trás.  No bom sentido, é bom você deixar de lado certos conceitos para assim dar lugar a novos. Aí então você estará livre para aproveitar e se realizar.

Aliás, eu vou aproveitar e comer o meu mousse porque eu já esperei demais!